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"Minha mãe sempre me pareceu consistente como o Cruzeiro"

Vivi na adolescência uma espécie de “Romeu e Julieta” futebolístico. Até os 24 anos, morei na mesma rua, bem próximo a meus três avós. Era olhar para a direita e avistar a casa dos avós paternos, os CAMpos, bastiões de uma família atleticana; olhando para a esquerda, eu dava de cara com a casa da minha avó materna, reduto cruzeirense da família Resende. As duas famílias sempre se respeitaram como manda a tradição mineira, mas essa diferença essencial já causou algumas discórdias históricas. E eu lá no meio. Dizem que a tendência é que você se torne mais próximo da família da mãe de sua mãe. No meu caso, faz sentido. Foi entre eles, avó, tios e primos cruzeirenses, que eu passei a maior parte dos meus doming ...